segunda-feira, maio 04, 2009

Corinthians Campeão Paulista 2009


Corinthians, invencível Campeão Paulista de 2009

São Paulo vivia um dia de festa. Era noite de Virada Cultural, evento que tomou as ruas da cidade com centenas de atrações culturais. E, as 16 horas, faltava último capítulo da festa. Outra virada, aquela que começou ainda em 2008: a virada corinthiana.

O Santos chegou ao Pacaembu disposto a mudar a história que parecia já ter um final destinado. Com menos de um minuto de jogo, Kléber Pereira, que tantos gols perdeu na partida de ida, teve sua primeira chance, que foi barrada por conta de uma irrgularidade no lance. No minuto seguinte, quem resolveu mostrar seu cartão de visita foi o Corinthians, com André Santos.

A partida era equilibrada, apesar do Corinthians ter chegado um pouco mais ao gol de Fábio Costa até os 10 minutos. Imperava o respeito entre as duas equipes. A partir daí, só deu Santos que, ciente da necessidade de marcar gols, resolveu pressionar. Madson, que jogava muito bem, fez fila na defesa do Corinthians e bateu cruzado. A bola saiu, perigosa, a direita do gol de Felipe.

Neste momento, começaram os primeiros semblantes de preocupação nos rostos dos corinthianos. Especialmente quando Kléber Pereira marcou o primeiro gol da equipe, de pênalti cometido por Felipe. Goleiro de um lado, bola de outro, para tirar a "nhaca" e abrir o placar da final. Faltavam dois.

O fato era que até aquele momento, o Corinthians estava apenas assistindo o Santos jogar. Entretanto, há uma mística na história da equipe de Parque São Jorge de que nada é fácil e também que, nos momentos mais difíceis, a equipe busca forças do fundo da alma para lutar até o fim. André Santos recebeu de Jorge Henrique dentro da área e bateu com força, com raiva, entre Fábio Costa e a trave direita, empatando a partida.

A partir daí, o Santos voltou a estaca zero. Novamente, precisando de três gols de diferença para ser campeão. Isso inverteu o jogo. O Corinthians passou a jogar com tranquilidade, enquanto seu rival diminuiu o ritmo.

Nos 45 minutos finais, as equipes voltaram sem mudanças. O Corinthians, com uma postura mais defensiva, marcava em seu campo. O Santos ainda tentava, mesmo que sem muita empolgação, mudar o jogo.

O Corinthians passou a dominar as ações e Fabio Costa passou a aparecer na partida com defesas importantes. O Santos, por sua vez, ficava nervoso. Tanto que cartões amarelos passaram a pipocar, uma vez que os atletas passaram a jogar duro.

Para deixar os santistas ainda mais nervosos, os quase 37 mil corinthianos passaram a ensaiar um olé, quase que contando os segundos para soltar o grito preso na garganta. Entretanto, ainda havia muito jogo a se disputar. E Ronaldo tentava, queria deixar sua marca, dar a virada para o Corinthians. Ele não fez seu gol, mas conseguiu tirar Domingos de campo.

Fora de campo, a Fiel era uma festa só. Aos gritos de "O Coringão voltou!" e de "É Campeão", contava os minutos para o final da partida. No apito final, explodiu o coração corinthiano, que tanto sofreu, que tanto esperou pelo momento de comemorar o renascimento do Corinthians e dizer, de peito aberto: "O Coringão Voltou". O empate por 1 a 1 garantiu o título. "Corinthians, Campeão Paulista Invicto!

sexta-feira, janeiro 16, 2009

30 coisas que você não sabia sobre a Invasão Corintiana no Maracanã, ocorrida há 30 anos.

Corinthians entra em campo para semifinal Títulos importantes, cada time tem os seus. Uns mais, outros menos. Ídolos, também. Mas torcida não. Discorda?

Como equiparar, então, a torcida do Corinthians, que levou 75 mil pessoas ao Maracanã em uma semifinal de Campeonato Brasileiro? Mesmo tendo um time infinitamente inferior ao do Fluminense, o rival de então. Mesmo vivendo um jejum de 21 anos e nove meses sem títulos importantes.

5 de dezembro de 1976. E nem final era. A “Invasão Corintiana”, como aquele evento ficou famoso, foi mais do que um jogo de futebol. Foi um evento social e popular. Foi uma nova referência de estudo para psicólogos. Foi um case de marketing.

Um fenômeno que nunca mais vai se repetir. Se você duvida disso, a Invicto conta 30 histórias que mostram por que a Invasão, há exatos 30 anos, foi algo especial. Sem precedentes e sem repetições.


1 O primeiro ônibus da Gaviões da Fiel que saiu de São Paulo em direção ao Rio estacionou na Quinta da Boa Vista às 9h30. De sábado

2 Levantamento feito nos quatro pontos de pedágio entre São Paulo e Rio estimou em 60 mil os corintianos que fizeram o trajeto pela Via Dutra. Outros 15 mil, segundo os mesmos cálculos, usaram outras rodovias. A viagem mais longa foi a de um grupo de torcedores que saiu de Goiás: 1.320 quilômetros, em 18 horas

3 O Corinthians desembarcou no Galeão às 14h45 de sábado e foi recepcionado por dez mil torcedores. As TVs e rádios do Rio fizeram insistentes pedidos para que os torcedores não fossem mais para lá

4 Se, de avião, a viagem São Paulo-Rio durou só 40 minutos, o Corinthians levou quase duas horas no trajeto entre o aeroporto e o Hotel Nacional, em São Conrado. O ônibus empacou várias vezes no caminho porque os corintianos invadiam as ruas para saudar o time

5 Ao entrar no Hotel Nacional, outra surpresa: as bandeiras do Brasil que ficavam expostas no lado de fora do saguão foram arrancadas pelos fãs. E trocadas por emblemas do Corinthians

6 A recepção da torcida no hotel foi tão surpreendente e calorosa que o presidente corintiano, Vicente Matheus, então aos 68 anos, chorou copiosamente. Pouca gente viu. Ele se escondeu para não enervar o grupo. De pijama, o próprio Matheus deixou seu quarto às 3h de domingo pedindo aos torcedores para diminuir o barulho e deixar o time descansar

7 Na tarde de sábado, cerca de 15 torcedores tentaram colocar uma bandeira do Corinthians de 50 metros de extensão no Cristo Redentor. Alguns deles tentaram escalar as laterais do Cristo para colocar a bandeira, quando a radiopatrulha chegou e impediu o plano

8 Tomada pelos torcedores vindos de São Paulo, Copacabana parou seu trânsito na madrugada de sábado para domingo

9 Atletas e comissão técnica dormiram tarde na véspera da partida. O técnico Duque chamou um pai-de-santo para “iluminar” os jogadores. Houve até princípio de incêndio com a queda de uma das velas no quarto reservado para o ritual...

10 ...que rolava também fora dali. As praias de Copacabana, Ipanema, Leblon e Botafogo amanheceram no domingo forradas de garrafas, velas e outros apetrechos. Era a macumba dos torcedores corintianos tentando garantir força extra na decisão

11 Boa parte das estátuas do Rio tinha bandeiras do Corinthians no domingo

12 Alguns corintianos foram ao Rio de bicicleta. E um, pelo menos, saiu de São Paulo e foi ao Maracanã a pé

13 A presença corintiana nos aeroportos e rodoviárias do Rio foi tão grande que algumas companhias receberam os torcedores com pequenas flâmulas do time visitante

14 “Operação Corinthians”. Assim foi batizada toda a operação da polícia do Rio de Janeiro na partida

15 Até um aborto foi feito na enfermaria central do Maracanã. Era uma corintiana de 22 anos, que começou a perder sangue na arquibancada por volta das 14h30. Ela foi transferida à maternidade Fernando Magalhães e não pôde ver a partida

16 Todas as camisas do Corinthians, tanto dos titulares quanto dos reservas, foram benzidas antes do jogo

17 O Corinthians costumava sofrer nos pés tricolores desde que perdera Rivelino para as Laranjeiras, no começo de 1975. Em quatro jogos, foram duas derrotas (4 a 1 e 2 a 1), um empate (0 a 0) e só uma vitória (2 a 0)

18 Duque, o supersticioso técnico corintiano, fechou o vestiário do time imediatamente ao chegar ao estádio. O motivo? Ele viu um homem de camisa preta, cor que poderia levar azar à equipe

19 Ruço, o autor do gol corintiano, arrumou briga em casa antes de consagrar a comemoração em que mandava “beijos doces” para a torcida. “Minha mulher ficou danada. Chegou a dizer que eu mais parecia um doido”, conta. Ele era também o atleta mais descontraído do grupo. Ruço e o zagueiro Moisés viviam infernizando os colegas

20 O volante Givanildo, principal nome corintiano, jogou com uma febre de quase 40 graus. Foi substituído por Basílio no segundo tempo

21 A chuva que alagou o gramado no intervalo quase fez o jogo ser adiado. O segundo tempo só começou 26 minutos depois do final da primeira etapa. O Fluminense queria a partida em uma nova data. O Corinthians, com um time menos técnico e que poderia levar vantagem com o terreno prejudicado, bateu o pé. Vicente Matheus alegou que não admitiria tamanha falta de respeito com a torcida no Maracanã

22 Impecável em campo, o lateral-esquerdo Wladimir, do Corinthians, chegou a ser aplaudido até mesmo pela torcida do Fluminense. Ele jogou de chuteiras verdes naquele dia

23 Tobias, goleiro do Corinthians, esteve perto de nem mesmo defender o alvinegro. Ele foi contratado pelo São Paulo no fim de 1975, mas uma manobra de Vicente Matheus mudou a história

24 No tempo normal, Tobias levou uma pancada na lombar e foi para os pênaltis sem estar 100% fisicamente. E mesmo assim pegou três cobranças, duas de Rodrigues Neto (uma precisou voltar, porque ele se mexeu) e outra de Carlos Alberto Torres. Ambos eram apontados como dois dos melhores batedores da época. Tobias tinha boa fama nos penais antes mesmo daquela partida. Pelo Guarani, em 1974, defendeu cobrança de ninguém menos que Pelé

25 O Corinthians nem precisou de sua quinta cobrança. Caso houvesse a necessidade, o encarregado seria Basílio

26 No Fluminense, Carlos Alberto Torres foi inicialmente escalado para bater a última penalidade. Mas pegou a bola para cobrar já a segunda porque Rodrigues Neto havia perdido a primeira

27 Corintianíssimo, Paulo Egídio Martins, então governador de São Paulo, resolveu presentear, do próprio bolso, o elenco alvinegro. A vaga à final foi tão sofrida que ele mesmo propôs aumentar a quantia

28 Rivelino, o craque do Fluminense, foi o último a deixar o Maracanã naquela noite. Chegou-se a especular que era medo de apanhar da torcida. “Que nada, eu estava no antidoping”, explicou

29 A derrota para o Corinthians desmontou o time que era chamado de “Máquina Tricolor”. Tanto que o Fluminense, campeão do Estadual do
Rio em 1975 e 1976, só voltou a ganhar a competição em 1980

30 A delegação corintiana foi recepcionada em Congonhas na manhã de segunda-feira por cerca de oito mil torcedores. A avenida Rubem Berta virou um extenso cordão alvinegro. O ônibus que levou o elenco ao Parque São Jorge foi invadido em movimento, e cerca de dez torcedores “surfaram” no ônibus até chegar ao Tatuapé.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Invasão: 32 anos

Completa 32 anos amanhã a histórica "invasão" corinthiana ao Rio de Janeiro, no jogo da semifinal do Brasileirão/76, entre o Timão e Flu. Segundo Celso Unzelte é, ainda, o jogo com maior público da história do Corinthians: 146.043 pagantes. É, também, uma das mais belas páginas de nosso esporte e da vida do Corinthians. O texto que segue é comentário de Nelson Rodrigues, no jornal O GLOBO, sobre o ocorrido. E uma peça histórica, magnífica, orgulho pra todos: corinthianos, tricolores e outros mais.

NELSON E A INVASÃO CORINTIANA


Nelson Rodrigues

1-Uma coisa é certa: - não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia, acontece a grande vitória. Ainda digo mais: - já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

2-Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corinthianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

3-A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: - "O Rio é uma cidade ocupada". Os corinthianos passavam a toda hora e em toda parte.

4-Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel. Um amigo me perguntou: - "E se o Corinthians perder?" O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corinthianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

5-Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate.

6-A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca. Os corinthianos estavam tão certos de que ganhariam que apelaram para o já ganhou. Veio de São Paulo, a pé, um corinthiano. Eu imaginava que a antecipação do carnaval ia potencializar o Corinthians. O Fluminense jogou mal? Não, não jogou mal. Teve sorte? Para o gol, nem o Fluminense, nem o Corinthians. Onde o Corinthians teve sorte foi na cobrança dos pênaltis. A partir dos pênaltis, a competição passa a ser um cara e coroa. O Fluminense perdeu três, não, dois pênaltis, e o Corinthians não perdeu nenhum. Eis regulamento de rara estupidez. Tem que se descobrir uma outra solução. A mais simples, e mais certa, é fazer um novo jogo. Imaginem que beleza se os dois partissem para outro jogo.

7-Futebol é futebol e não tem nada de futebol quando a vitória se vai decidir no puro azar. Ouvi ontem uma pergunta: "O que vai fazer agora o Fluminense?" Realmente, meu time não pode parar. O nosso próximo objetivo é o tricampeonato carioca. Vejam vocês:

- empatamos uma partida e realmente um empate não derruba o Fluminense. Francisco Horta já está tratando do tricampeonato. Estivemos juntos um momento. Perguntei: - "E agora?" Disse - amanhã vou tomar as primeiras providências para o tricampeonato. Como eu, ele não estava deprimido. O bom guerreiro conhece tudo, menos a capitulação. Aprende-se com uma vitória, um empate, uma derrota. Só a ociosidade não ensina coisa nenhuma.

No seguinte jogo, vocês verão o Fluminense em seu máximo esplendor.



NELSON RODRIGUES era tricolor e publicou este texto no GLOBO em 6/12/76, no dia seguinte ao jogo Fluminense x Corinthians.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Saia logo do limbo, caríssimo inimigo.

Saia logo do limbo, caríssimo inimigo


Próximo da Avenida Pacaembu o carro se viu no meio da saída dos torcedores do Corinthians.

Os ocupantes do carro, entre os quais eu mesmo, começaram imediatamente a reclamar e amaldiçoar o timão por quase nos bloquear o caminho e transformar o trânsito daquela hora do sábado no inferno habitual dos dias de semana.

De repente alguém dentre nós fez uma pegunta pertinente, mas que ocasionou um longo e embaraçoso silêncio: “ mas afinal, com quem o Corinthians jogou?”

Ninguém soube responder naquele carro onde não havia um único corintiano.

Ficamos assistindo a saída daquela torcida com suas camisas, suas bandeiras tudo tão familiar, mas ninguém sabia contra quem tinham jogado.

Nada do adversário, nenhuma informação.

Era como se tivessem jogado contra ninguém, como se comemorassem a vitória sobre algo invisivel, talvez inexistente.

E de repente me ocorreu que essa era a tragédia da segunda divisão: o esquecimento.

Ninguém sabia contra quem o Corinthians tinha jogado porque o time não estava mais entre nós.

Não fazia mais parte das nossas preocupações. Estava num limbo, num vazio, sobre o qual havia as costumeiras noticias nos jornais, com placar, renda, goleadores,etc. Mas contra quem? Quem seriam os times misteriosos que mereciam a atenção daquela enorme massa torcedora?

Nunca tinha me acontecido coisa parecida desde a infância, isto é, excluir o time do Parque São Jorge do meu horizonte de preocupações.

Nunca tinha me acontecido de perdê-lo de vista e principalmente não me preocupar com ele.

Não saber que lugar ocupava na tabela, quando meu time teria de enfrentá-lo, quem estavam contratando, essas coisas que fizeram parte do futebol como eu o entendo por tantos anos.

Sequer me ocorria torcer contra ele, uma das atividades mais agradáveis a que se entregam os não corintianos através dos tempos.

O Corinthians definitivamente entrou em outra dimensão e se encontra num mundo a parte.

Sei que os corintianos não percebem isso, evidentemente.

Para eles o time está aí, presente, preparando-se para voltar à primeira divisão e eles encaram a segundona como uma competição qualquer.

Abrem os jornais e lá está Mano Meneses.

Ligam a televisão e lá estão as camisas alvinegras como sempre.

Eles não sentem falta do time.

Mas nós sim.

É a nós, os antitimão de todas as espécies, que o Corinthians faz falta.

Me entristeceu não saber quem era seu adversário ali no trânsito do Pacamebu depois da partida.

Me entristeceu ver o Corintthians tão distante.

Fui atingido subitamente por essa estranha verdade: esse time me faz muita falta.

Constato que pior do que perder para o Cointhians é não tê-lo como adversário.

É sua presença que garante a grandeza dos demais: só se é realmente grande depois de vencer o Corinthians em alguma decisão empolgante, num domingo de sol, com o estádio lotado.

Não ter essa possibilidade é uma perda irreparável.

Há pouco tempo conversando com meu amigo doutor Clovis Lombardi constatamos que os dois, anticorintianos fervorosos desde a pré-história, nos lembrávamos de todos os nomes de um longínquo, lendário ataque do destável clube: Claudio, Luisinho, Baltasar, Carbone e Mário.

Esse é o time que me atormenta desde a infância e a quem faço um apelo.

Saia logo dessa nebulosa em que se encontra, volte desse lugar misterioso.

Volte, por favor, odiado caríssimo inimigo.

Por Ugo Giorgetti

Eu te amo não diz tudo!

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO
(Arnaldo Jabor)

Ele(a) diz que te ama... então tá! Ele(a) te ama! Assunto encerrado!!
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
E vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d`água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
"Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"

quarta-feira, julho 09, 2008

A porta do coração!


A Porta do coração

Um grande pintor havia pintado um quadro o qual havia demorado um ano para ficar pronto.

Dizia ele que era o mais lindo de todos.

No dia de apresentá-lo ao público, convidou todos para vê-lo.
No local compareceram as autoridades, jornalistas, e muita gente, pois o pintor tinha muita fama e era um grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro.

Houve um caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus batendo a porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo. Com sua mão de dedos longos, batia suavemente e com o ouvido junto a porta, parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte.

Um observador curioso, porém, achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura! Como se fará para abrí-la?

O pintor respondeu: “Esta é a porta do coração humano. Ela só pode ser aberta pelo lado de dentro.

Ninguém entra em seu coração, sem você deixar.

Veja bem quem bate...

Para nele poder entrar..........

domingo, abril 27, 2008

João Saldanha


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João Saldanha foi, para mim, o maior nome do futebol brasileiro de todos os tempos e o continua sendo, 18 anos depois de sua morte. Curioso que o meu grande ídolo no esporte não tenha sido um jogador, mas um técnico.
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Mas João encarnava, dentro e fora dos estádios, o espírito brasileiro que mora nas profundezas de nossa identidade coletiva. Era um homem, não um mero profissional. E deixava transbordar sua personalidade nas entrevistas e no caráter dos próprios times que dirigia.
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Foi o mais polêmico e, ao mesmo tempo, o mais querido dos treinadores que comandaram a Seleção Brasileira. Sua biografia Uma Vida em Jogo (Cia Editora Nacional, 550 páginas, R$ 55), escrita por André Iki Siqueira, é uma das coisas mais divertidas e sérias que li nos últimos anos.
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Eu recomendo, sobretudo, para pessoas que não gostam de futebol. Leiam comentário do jornal Zero Hora sobre o livro [clicando aqui]. No amor de João Saldanha pelo Botafogo está o segredo da maior e mais irracional das paixões. Impossível não se apaixonar também pelo futebol, depois de mergulhar na vida deste que não foi apenas um treinador durão, mas também jornalista esportivo, correspondente de guerra na Europa, analista de escola de samba e comunista notório - cortado, pelo governo militar, do comando da Seleção Canarinho pouco antes do embarque para a Copa do México, em 70.
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Algumas passagens de Saldanha, retiradas de algumas de suas deliciosas entrevistas:
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"Eu partia do princípio que o futebol brasileiro não tem interesse em agredir ninguém. Nós somos capazes de fazer uma partida de futebol sem um pontapé, sem uma deslealdade. Mas, em 1970, o futebol europeu estava numa fase de grande violência, particularmente nos casos de Alemanha, Escócia e Itália. E eu disse isso a eles. Eu os adverti que a Copa não terminaria se nosso time fosse agredido. Nós não daríamos a primeira, mas amassaríamos a Taça se eles começassem a bater"
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"Não há mal nenhum que o futebol faça parte da política. A política é a vida. O jogador de futebol, o dirigente de futebol, tem todo o direito de entrar na vida política e partidária. Porque política todo mundo faz"
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"Certo dia, eu entrando no Maracanã, um colega de profissão me perguntou se eu estava indo ver o jogo. Respondi: ' Não, vim visitar o Museu do Índio'. Outro, quando eu estava dentro do campo, perguntou: ' Gostou da grama?'. E eu: ' Espera aí, meu chapa, ainda não provei'"
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"Critiquei o Telê por achar sua declaração infeliz. Dizer que o povo brasileiro deixa de comer para ir ao futebol nãoé verdade. Achei aquilo injusto e me parecia, em última análise, que se colocava o povo como alienado dos problemas nacionais, políticos e econômicos"
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Saldanha morreu na Itália, com a máquina de escrever no colo, quando cobria a Copa do Mundo de 1990.

Por Bruno Ribeiro do blog "Pátria Futebol Clube"

terça-feira, abril 01, 2008

Israel desafia EUA e construirá 1.400 casas em áreas árabes

Um dia depois de o governo israelense prometer à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que continuará tomando medidas necessárias para fazer avançar o processo de paz, a Prefeitura de Jerusalém anunciou a construção de 1.400 casas em terras que os palestinos consideram parte de seu futuro Estado.
Das novas habitações, 600 serão erguidas no bairro de Pisgat Zeev, no setor oriental (árabe) de Jerusalém. Outras 800 residências devem ser construídas numa colônia na Cisjordânia.
As negociações em andamento, sob mediação da Casa Branca, determinam que Israel deve congelar a construção de moradias em todas as áreas ocupadas na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O anúncio foi criticado por Rice, que está na região pela segunda vez em um mês. "Continuamos expressando a posição dos EUA de que as atividades de assentamento devem acabar, que sua expansão deve parar."
O premiê israelense, Ehud Olmert, autorizou a construção das casas para satisfazer o ultra-ortodoxo partido Shas, que vinha ameaçando abandonar a coalizão de governo. Sem o Shas, Olmert ficaria em minoria parlamentar. O anúncio surge um dia depois de Israel anunciar, no que foi considerado um gesto de boa vontade, o desmantelamento de 50 postos de controle na Cisjordânia.

Nesses vc pode confiar! Eles têm palavra!

quarta-feira, março 19, 2008

Normandia corinthiana

"Trinta anos não são trinta dias" costumava dizer a vizinha gorda e patusca de Nelson Rodrigues, apaixonada pelas obviedades da vida. De fato, trinta anos é muito tempo. Poucos eventos são perfeitamente recordados trinta anos depois, ainda mais quando esses eventos são corriqueiros como um jogo de futebol. Mas aquele jogo não foi um jogo qualquer. O jogo em si, aliás, nem foi assim tão extraordinário. O extraordinário mesmo, naquele longínquo 5 de dezembro de 1976, foi o estarrecimento. O estarrecimento que eu, aos 11 anos de idade, senti ao entrar no estádio e ter a sensação de que errara de cidade, talvez de planeta. O estarrecimento de ir ao Maracanã torcer pelo Fluminense e me deparar com nada menos do que 75 mil furiosos torcedores corintianos, gritando a plenos pulmões o nome do clube tão amado.

É claro que me refiro ao Fluminense x Corinthians das semifinais do Campeonato Brasileiro de 1976, confronto que entrou para a história como o da "Invasão Corintiana". Naquela tarde decisiva, como de costume, fui ao estádio com meu pai, minha mãe, meu irmão e minha avó, a famosa Dona Eulália, não tão gorda, mas certamente mais patusca do que a vizinha do Nelson Rodrigues. A velhinha torcia pelo América, enquanto a minha mãe é botafoguense. Só que, quando o time dos varões da casa entrava em campo, elas solidariamente viravam suas casacas para torcer pela Máquina do presidente Horta. Íamos de camarote, não por pose, mas porque aquelas apertadas caixinhas de cimento, no pior lugar do estádio, atrás da última fila de cadeiras azuis, acomodavam exatamente as cinco pessoas da minha família.

Pois foi assim, em família, que eu acompanhei a queima de fogos da fiel torcida quando seu time - infinitamente mais modesto que a nossa Máquina - entrou em campo. O foguetório durou um minuto e quarenta e três segundos. Para mim, foi como se o trecho final da Abertura 1812, de Tchaikovsky, martelasse na minha cabeça até a consumação dos tempos. Para quem nasceu no subúrbio e jamais havia visto a queima de fogos do Réveillon de Copacabana, aquilo era o Dia D, a invasão da Normandia. A invasão já estava consolidada desde a véspera, quando nossas praias foram tomadas por centenas de ônibus. Faltava a artilharia, que veio na forma e, sobretudo, no estampido dos rojões. Naquele instante, tive a certeza de que o meu time, mesmo com Rivelino, Doval, Carlos Alberto Torres, Edinho, Dirceu, Pintinho e Rodrigues Neto, teria que suar a camisa para vencer o Corinthians.

O jogo acabou empatado, com um gol de Pintinho para o Flu e um de Ruço, numa tão bela quanto improvável meia-bicicleta, para o Timão. Nos pênaltis, Carlos Alberto Torres e Rodrigues Neto perderam os seus, enquanto todos os batedores visitantes converteram: Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria. Hoje, aquele time alvinegro, que tinha ainda o goleiro Tobias, Givanildo, Wladimir, Vaguinho, Romeu, Geraldo e Zé Eduardo, poderia ganhar de qualquer um. Mas naquela época o Fluminense tinha o melhor elenco do mundo, uma autêntica seleção - o que só serviu para tornar ainda mais épica a conquista dos "visitantes" (assim mesmo, entre aspas), que levavam 22 anos sem conquistar um título de expressão.

A movimentação de massas produzida pelo Corinthians me obrigou a rever uma frase de Nelson Rodrigues, que, como eu, testemunhou a invasão. Não é o Flamengo que é uma força da natureza, capaz de chover, trovejar e relampejar. Não, Nelson, naquela estarrecedora tarde de trinta anos atrás, a verdadeira força da natureza foi o Sport Club Corinthians Paulista.

Texto de Marcos Caetano, do site NoMínimo.

sábado, março 01, 2008

Operação de Israel mata 45 em Gaza e deixa centenas de feridos

Palestinos afirmam que negociações de paz com Israel estão "enterradas"
da France Presse, em Ramallah
da Efe, em Gaza

Saeb Erekat, um dos principais negociadores palestinos no processo de paz com Israel, afirmou neste sábado que as negociações com Tel Aviv "estão enterradas sob os escombros das casas destruídas em Gaza", em referência à mais recente operação militar israelense, que já deixou ao menos 71 mortos --45 deles apenas neste sábado-- e 260 feridos desde quarta-feira (27).

A operação de Israel no norte da faixa de Gaza é uma retaliação aos disparos de foguetes pelo grupo extremista palestino Hamas.

Entre os mortos palestinos, ao menos 13 são civis, sendo quatro crianças e sete mulheres. Jacqueline Abu Chbak, de 12 anos, e seu irmão, Iyad, 11 anos, morreram enquanto dormiam, vítimas da queda de um foguete na casa deles, de acordo com moradores. Uma mulher foi atingida no peito enquanto preparava o café-da-manhã para seus filhos.

Este sábado foi um dos dias mais violentos desde que o Hamas tomou o controle, em junho de 2007, da faixa de Gaza. As últimas mortes elevam para 6.245 o número de mortos nos confrontos entre Israel e Palestina desde 2000, a maioria deles palestinos, de acordo com um relatório elaborado pela France Presse.

O vice-Ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, negou que o objetivo da operação seja uma reocupação parcial da faixa de Gaza, abandonada em 2005. "Usaremos principalmente a aviação, embora possamos recorrer às forças terrestres."

domingo, fevereiro 17, 2008

Corinthians celebra 5.000º jogo na história


O Corinthians completa hoje, segundo as contas do clube, 5.000 jogos desde o dia de sua fundação, em 1º de setembro de 1910.
Em 4.999 partidas, venceu 2.610, empatou 1.221 e perdeu 1.153. Existem ainda 15 jogos da época amadora em que os resultados são desconhecidos, apesar da confirmação de que as partidas ocorreram.

Corinthians eu te amo!!

terça-feira, janeiro 22, 2008

Ministros israelenses pedem o assassinato do líder do Hezbollah

JERUSALÉM - Vários ministros do Governo israelense pediram neste domingo, 20, o assassinato do secretário-geral do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, um dia depois de ele ter anunciado que o grupo possui restos mortais de soldados israelenses em seu poder.

"Hassan Nasrallah deveria ser assassinado o quanto antes", afirmou neste domingo o ministro de Assuntos Religiosos, Yitzhak Cohen, do partido religioso sefardita Shas, em resposta ao anúncio de que o Hezbollah tem "cabeças e partes do corpo" de soldados israelenses.

Cohen, que chamou o líder do Hezbollah de "homem cruel e louco", declarou que suas afirmações "lembram as declarações feitas por Hitler e pessoas afins".

"Não entendo porque ele continua vivo, deveríamos tê-lo liquidado há muito tempo. Recomendarei ao gabinete que assassinemos esse homem", acrescentou o ministro.

Por sua vez, o ministro do Interior, Meir Sheetrit, do partido governista Kadima, afirmou que "Nasrallah é uma pessoa que cruzou todas as linhas desumanas": "Não devemos negociar com ele, mas, sim, destruí-lo".

Já o ministro da Habitação e Construção, Ze'ev Boim, chamou o líder do Hezbollah de "rato de esgoto" e deixou bem claro: "Devemos nos assegurar de que (Nasrallah) não veja a luz do dia".

Fontes governamentais e militares entrevistadas pela imprensa local disseram que Israel não tem intenções de negociar com a milícia libanesa para obter os restos mortais de seus soldados.

Por outro lado, o Governo israelense diz que centrará seus esforços para conseguir libertar os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev, capturados em julho de 2006.

No sábado, 19, durante uma grande concentração por ocasião da festividade de Ashura em Beirute, Nasrallah disse que o Hezbollah tem "cabeças, pernas e um corpo incompleto de soldados israelenses" em seu poder. Além disso, acusou o Exército israelense de "mentir" para as famílias dos militares.


Nada a declarar!

sábado, dezembro 15, 2007

Fifa considera Corinthians 1º campeão mundial

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiu neste sábado que o torneio internacional realizado no ano 2000 no Brasil - que teve como campeão o Corinthians - será considerado como a primeira edição do Mundial de Clubes.

"O Comitê Executivo tomou hoje a decisão e é definitiva", afirmou o presidente da organização que regula o futebol mundial, o suíço Joseph Blatter.

O Mundial de Clubes realizado pela Fifa desde 2005 substituiu a Copa Intercontinental, da qual participavam os campeões da Europa e da América do Sul. A entidade não considera as edições da Copa, que acontece desde 1960, como competições oficiais.

No ano 2000, a Fifa organizou um torneio em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a presença de equipes de vários lugares do mundo, cuja final foi disputada entre Corinthians e Vasco da Gama, com uma vitória nos pênaltis do time paulista.

"O campeão do primeiro Mundial de Clubes da Fifa é o Corinthians", declarou Blatter no Japão, onde está sendo disputada a que é agora a quarta edição do torneio.

Até o momento, os times brasileiros dominam as estatísticas da competição, já que ao triunfo do Corinthians somam-se os títulos conquistados pelo São Paulo sobre o Liverpool (1 a 0) em 2005 e pelo Internacional sobre o Barcelona (1 a 0) em 2006.

Algo a declarar???

segunda-feira, dezembro 03, 2007

No ano de escândalos, Corinthians cai

A agonia terminou. Mas, para a infelicidade de mais de 20 milhões de pessoas, virou desespero, tristeza, decepção. Dor.
O Corinthians caiu. Pela primeira vez, em seus 97 anos de existência, o segundo clube mais popular do país vai ser obrigado a freqüentar a Série B do Campeonato Brasileiro.
O dia mais catastrófico da história do clube alvinegro foi construído com um empate por 1 a 1 diante do Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre, e com a vitória do Goiás de virada por 2 a 1 sobre o Internacional, no Serra Dourada, em Goiânia.
O Corinthians iniciou a rodada dependendo apenas de suas forças para se manter na elite. Mas não conseguiu superar o Grêmio e ficou à mercê de ajuda do Inter para não cair.
O mesmo clube gaúcho que, desde 2005, reclama de ter sido "roubado" no Brasileiro de 2005, quando o Corinthians conquistou seu título mais recente, o único da malfadada parceria com a MSI.
Ao apito final do árbitro Alício Pena Júnior, os jogadores corintianos desabaram em campo. Quem se manteve em pé, parecia não acreditar no que acabara de ocorrer.
E quem caiu em si também iniciou um choro compulsivo, incessante, como o zagueiro e capitão, Betão, o companheiro de defesa Zelão e o meia Aílton.
"Não há o que falar. Não tem o que dizer agora. Tem que esfriar a cabeça um pouco", suplicava um atormentado goleiro Felipe, ídolo corintiano forjado em meio a desempenhos irregulares dentro de campo e problemas intermináveis fora dele.
Este foi capítulo derradeiro de um drama que se estendeu por toda a temporada. Ao longo do Brasileiro, o Corinthians teve três presidentes, três técnicos, incontáveis polêmicas.
"O Corinthians não caiu hoje [ontem] caiu há muito tempo", disse o agora veterano Vampeta, 33, ídolo corintiano dos tempos em que as glórias se avolumavam, recheadas de títulos.
A crise corintiana, que agora causou as feridas mais profundas dentro de campo, começou nos bastidores da parceria com a MSI, que, ao contrário do desfecho vexatório no Brasileiro deste ano, prometia títulos por dez anos, com esquadrões de craques internacionais.
Alberto Dualib, "o mais vitorioso presidente da história corintiana", como gostava de se intitular, saiu enxotado do clube do Parque São Jorge após 14 anos no comando do clube.
Renunciou, pressionado por processos judiciais, investigações policiais e acusado na Justiça Federal, junto com a cúpula que comandava a parceira MSI, de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
A atual diretoria deixou o Olímpico ontem reclamando de uma "herança maldita". Deixou de lado seu envolvimento, em vários momentos, com as decisões do clube nos anos em que Dualib esteve no poder.
Falando também em "volta por cima" com o retorno à elite imediatamente no primeiro ano da antes temida e agora inevitável passagem para o calvário da segunda divisão.
"O Corinthians vai ter muitas alegrias no ano que vem e também em 2009", prometeu o presidente Andrés Sanches, ex-integrante do estafe de Dualib e apoiador da parceria, a uma semana de completar dois meses de mandato à frente do clube e após entrar para a história corintiana pela porta dos fundos.



(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, 03/12/2007)

quarta-feira, outubro 10, 2007

Que país é esse ?

Partidos escalam Gretchen, Ronaldo Esper, Sérgio Mallandro e Viola para puxar votos.

por FABIANA FUTEMA

Editora de Brasil da Folha Online


Os partidos montaram um time de famosos para disputar as eleições municipais de 2008. A expectativa das legendas é usar essas celebridades para puxar votos para outros candidatos nem tão conhecidos entre o eleitorado.

Ronaldo Esper segue Clodovil e vai sair candidato a vereador em São Paulo pelo PTB

O PPS, por exemplo, escalou a apresentadora de TV e vereadora paulista Soninha Francine para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2008. O iatista Lars Grael --ex-secretário de Esporte-- deve ser o vice na chapa encabeçada por Soninha.

O time de famosos do PPS inclui também a cantora Gretchen, que deve disputar a Prefeitura de Itamaracá (PE); e o ex-goleiro do Corinthians Ronaldo Giovanelli --que deve sair candidato a vereador em São Paulo (SP).

O diretório paulista do PTB tem uma lista extensa de famosos que pretendem conquistar uma das vagas na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Entre os candidatos-celebridades do PTB estão o apresentador Sérgio Mallandro, o estilista Ronaldo Esper, o ex-atacante do Corinthians Viola, o cantor Rafael Ilha, a modelo Renata Banhara, a ex-vedete e jurada Marly Marley e a apresentadora Cristina Rocha. Para a Câmara de Vereadores de Santos, o PTB terá Serginho Chulapa como candidato.

Cantora Gretchen vai ser candidata a prefeita de Itamaracá (PE) pelo PPS na eleição de 2008

O PTB informou que o partido tem 140 nomes para escolher e montar a chapa de 83 candidatos a vereador nas eleições municipais de São Paulo. Dentro dessa lista, o partido precisa ter 25 candidatas mulheres --que serão escolhidas de uma lista de 40 filiadas.

A apresentadora do programa "Pânico", da RedeTV!, Sabrina Sato, recebeu propostas de filiação de quatro partidos. Segundo Karina, irmã da apresentadora, Sabrina acabou não se filiando a nenhum deles por falta de tempo --o prazo de filiação para quem vai disputar as eleições de 2008 acabou na sexta-feira. Além disso, Sabrina precisaria ficar fora da TV por um determinado período de tempo, o que contrariaria seus compromissos profissionais.

Por isso estamos nessa m......danada!!

segunda-feira, setembro 17, 2007

O Corinthians nos olhos do menino

Domingo último pela manhã, passando pela rua Javari vi, na frente do estádio do Juventus, um pequeno movimento que indicava jogo.

Entrei pensando que se tratasse de um jogo do Juventus.

Não era.

Iam jogar Corinthians e Noroeste, com seus times que em outros tempos eram chamados de juvenis ou coisa parecida.

Não tenho idéia de por que essas equipes iam jogar no campo do Juventus, e isso também não importa.

Os times entraram em campo, sob um sol terrível, e pelos aplausos e comentários pude reparar nos corintianos presentes.

A rua Javari é um estádio em que não há anônimos, não há multidão informe.

Você pode observar as reações de cada torcedor.

É como no cinema ou no teatro. Há de fato, nas arquibancadas da rua Javari, qualquer coisa do clima dos enormes cinemas de bairro, de antigas matinês de domingo, alguma coisa perdida para sempre, muito difícil de definir.

Bom, quanto ao jogo pouco a dizer.

Os garotos pareciam tentar desesperadamente jogar como os adultos no que estes têm de pior.

Poucas jogadas individuais, marcação forte, carrinhos e chutões.

Claro que havia alguns garotos em que se podia sentir a habilidade, mas desapareciam sob a marcação implacável.

Pude então me voltar para os espectadores, que talvez fossem mais interessantes que o jogo.

Chamou imediatamente minha atenção uma dupla: um menino de uns oito anos e um senhor ao lado, pela idade, o avô.

O velho estava recostado indolentemente olhando o jogo, não com desinteresse mas com certo, digamos, distanciamento.

Como se olhasse o jogo do alto da sua idade.

O menino não.

Torcia, como se estivesse no Pacaembu, num grande jogo.

E de repente o Corinthians fez um gol.

O velho apenas se mexeu, mas o garoto vibrou, pulando e gritando.

Me ocorreu que, para aquele garoto, o Dualib, a Polícia Federal, a MSI, os trambiques e negociatas não significavam nada.

Diante dele não estava o clube comentado nas reportagens policiais, com dirigentes estampados nos noticiários de tv, tendo de explicar o inexplicável.

Diante do garoto, ali no campo, estava o Corinthians.

Tenho certeza que nem lhe passava pela cabeça que aquele era apenas o time de base, o juvenil.

Que aquele jogo talvez não tivesse nenhuma importância na trajetória desse clube cheio de tradição.

O que ele via era a camisa branca, os calções pretos.

Era o Corinthians mitológico, eterno, que passa de uma geração para outra.

Quando o jovem jogador ainda desconhecido fez o seu gol o garoto vibrou como se fosse do Rivellino, do Sócrates, do Tevez.

E eu também compreendi que mesmo num pacato domingo de manhã, mesmo com o time juvenil, ali estava o Corinthians.

O menino continuava sem tirar os olhos do campo.

O velho continuava olhando o jogo de longe.

Pode ser que ele, sim, estivesse pensando no Dualib e no Kia, e no que aconteceu com seu clube.

Mas pode ser também que,pelo menos por alguns momentos, olhando os jovens jogadores no campo,ele tenha pensado em Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário, que talvez tenha visto mais de cinqüenta anos atrás na mesma rua Javari.

Sempre o Corinthians, na memória de uns, no imaginário de outros, mais forte que os fatos.

O velho chamou o vendedor que vestia um garboso jaleco grená com um J bordado no peito.

Dividiram o amendoim torrado, o garoto sem conseguir desviar os olhos da partida.

Vi que o Corinthians estava salvo.


Por Ugo Giorgetti

*Ugo Giorgetti escreve no Estadão aos domingos, é diretor de cinema (autor de "Boleiros", por exemplo) e...palmeirense.

sábado, setembro 01, 2007

Parabéns Corinthians, 97 anos de glórias.


Nasce o Corinthians!

Em agosto de 1910, chega ao Rio de Janeiro, para disputar vários jogos, o Corinthian Team, equipe inglesa, formada por estudantes de Oxford e Cambridge que faziam sua segunda excursão pela América do Sul. Na primeira, em 1908, o clube londrino foi à Argentina sem passar pelo Brasil temendo o surto de febre amarela que assolava o país. Dois anos depois, em nova excursão, voltavam com jogos acertados com o Fluminense carioca. No Rio de Janeiro, os ingleses venceram de forma arrasadora, goleando o Fluminense (10x1), o combinado carioca (8x1) e o combinado de Brasileiros (5x2).
Com o impacto dessas grandes vitórias, a Liga Paulista acerta com o Fluminense uma viagem do time estrangeiro a ainda provinciana São Paulo, para a realização de jogos que teriam grande repercussão em toda a cidade.
A chegada do Corinthian Team a São Paulo recebeu grande cobertura da imprensa, sendo a delegação de ingleses acompanhada de multidões, que cercavam o Magestic Hotel, para conhecer os grandes esportistas do país do futebol.
Grande impacto também causaram as partidas disputadas, pois os ingleses venceram todos os times: AA das Palmeiras (2x0), em 31 de agosto; combinado paulista (5x0), em 2 de setembro; e São Paulo Athletic (8x2), em 4 de setembro. Os jogos no Velódromo reuniram grande público, que, com vibração e entusiasmo, acompanhou os lances, aplaudindo os atletas. Igualmente grande foi a cobertura dos jornais sobre as partidas, descrevendo as jogadas, bem como o comportamento da luxuosa torcida no campo e fora dele. Entre os espectadores, que observavam encantados a maestria dos ingleses, estavam alguns moradores do Bom Retiro, que desejavam, já há algum tempo, montar um time para jogar futebol. Alexandre Magnani, Antonio Pereira, Salvador Bataglia, Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone e Anselmo Correia estavam entre os que assistiram ao Corinthian Team golear os brasileiros, decidindo, naqueles dias, formar uma equipe com o mesmo nome do time inglês(1). Em 1º de setembro, com os ingleses ainda em São Paulo, reúne-se no Bom Retiro, na Rua José Paulino, um grupo de 13 pessoas dispostas a formar um time de futebol e, em plena rua, escolhem a primeira diretoria, sendo designado presidente Miguel Bataglia. Em nova reunião, realizada em 5 de setembro, na casa do então presidente, deliberou-se a escolha do nome do time, que seria Sport Club Corinthians Paulista. Vencidas as propostas de outros nomes como Carlos Gomes e Santos Dumont, em face do impacto causado pelo clube inglês em São Paulo(2).
No salão de barbeiro de Salvador Bataglia(3), de há muito tempo já se cogitava da fundação de uma agremiação para jogar futebol, e que reunisse o pessoal da região do Bom Retiro, bairro de população humilde da cidade. Agora formado o Corinthians e eleita sua primeira diretoria, inicia-se a luta para conseguir a bola, a camisa, a sede, o campo etc, visando à constituição de um clube de verdade, concretizando o sonho daquele grupo.
_Notas:
(1) Outras sugestões de nome, como Carlos Gomes e Santos Dumont, apareceram na reunião de fundação do Corinthians sendo, no entanto, preteridas pelo nome da esquadra inglesa.
(2) O Corinthians inglês voltou a visitar o Brasil, em 1913. Suas relações com o Corinthians Paulista atravessaram décadas e décadas e, em 5 de junho de 1988, jogou-se partida amistosa no estádio do Pacaembu, entre os dois Corinthians, o inglês e o paulista. Esses laços fraternos entre os dois clubes transparecem nos cumprimentos pela conquista do time brasileiro do primeiro Campeonato Mundial de Clubes promovido pela FIFA, em 14 de janeiro de 2000. Parabenizando o time paulista pela conquista inédita, assim manifestaram-se os ingleses:"Por meio do presidente Jimmy Hill, seu presidente-executivo, suas comissões, diretores e jogadores de suas 15 equipes, Corinthian-Casuals Football Club gostaria de enviar calorosas congratulações para o Corinthians Paulista por seu sucesso na final do Mundial de Clubes da Fifa.Nós vibramos assistindo à final em rede, ao vivo, aqui pela BBC na Sexta-feira à noite e vibramos ainda mais em assistir ao goleiro Dida fazendo a defesa que efetivamente garantiu a Copa (assim como fez antes com o Real Madrid). Através de nossa comum descendência, nos sentimos refletidos do brilho de seu triunfo. Lembramos com muito prazer nossa visita em 1988, quando jogamos como ´Pai x Filho´ no Pacaembu. Mas agora temos um ainda maior prazer que ´nosso´ time é campeão do Mundo.Minhas congratulações para todo o Corinthians, passado e presente, de todos nós do Corinthian-Casuals. David Harrison, presidente-executivo."
(3) A barbearia de Salvador Bataglia (irmão do presidente Miguel Bataglia) foi utilizada para a realização das reuniões dos membros fundadores do SC Corinthians Paulista e localizava-se na esquina da rua dos Italianos com a rua Júlio Conceição, no Bom Retiro.
(4) Conquanto haja divergências sobre o número inicial de fundadores, já que a ata de fundação desapareceu no tempo, o primeiro grupo de 16 sócios eram; Alexandre Magnani, Antonio Alves Nunes, Alfredo Teixeira, Antonio Pereira, Antonio Vizzone, Anselmo Correia, Carlos Silva, César Nunes, Emílio Lotito, Felipe Valente, Joaquim Ambrósio, João da Silva, Jorge Campbell, Miguel Bataglia, Rafael Perrone, Salvador Lopomo (conforme De Vaney em “Campeão dos Centenários"). (Tomás Mazzoni, "História do Futebol Brasileiro", Ed. Leia, 1950, pp. 79-80; De Vaney et alli, op. cit.)

Postagem extraída do blogdocitadini

sábado, agosto 11, 2007

Dualib faz a sua Operação Uruguai


Com medo de perder bens, presidente do Corinthians repassa imóveis para empresa com sede no país vizinho

Por ROBSON MORELLI /Jornal da Tarde


Pode ser tarde para a Justiça bloquear os bens do presidente Alberto Dualib, caso sejam comprovados eventuais prejuízos ao Corinthians durante sua administração. Por um simples motivo: os bens já não lhe pertencem. Não oficialmente. Ele repassou imóveis avaliados em R$ 14,3 milhões para empresa com sede no Uruguai, em esquema de offshore e administrada por um procurador. Dualib não quis se pronunciar sobre a Operação Uruguai - nome dado a manobra feita pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello no início dos anos 90.

Nos últimos três anos, o dirigente prepara o terreno para sair de cena sem correr risco de deixar para trás ou entregar ao clube parte do que conquistou na vida. Dualib é presidente do Corinthians há 14 anos. Já rasgou e modificou estatutos para se perpetuar no poder. Mas só agora, aos 87 anos e perseguido pela torcida que ajudou a criar, o cartola começou a se coçar motivado não pela idade, mas pelas leis específicas criadas no futebol que condenam dirigentes por má administração, com penas que podem ir da prisão até penhora de bens pessoais. Dualib passou a temer pela segunda opção. Trabalhou nos bastidores para se ''''desfazer'''' de posses sem ferir leis brasileiras.

O JT teve acesso a documentos que mostram manobra jurídica do presidente para tirar de seu nome imóveis avaliados em R$ 14,3 milhões, quantia calculada abaixo do preço de mercado e que poderia dobrar, segundo pesquisa de especialistas. Os documentos também justificam o que a oposição corintiana batizou de ''''Operação Uruguai''''. Dualib se desfez de 34 imóveis entre casas, apartamentos e terrenos nos dois últimos anos - uma limpa em sua declaração de imposto de renda. Muito pouco ou nada deve agora estar em seu nome ou no nome de sua mulher, Elvira Real Dualib, já que ambos são casados em regime de comunhão de bens.Se um dia for responsabilizado pela Justiça por administração ruim no Corinthians, como mandam o Estatuto do Torcedor e a Lei de Responsabilidade Social, não terá muito para deixar como penhora. Perderá pouco. ''''As leis estão aí para ser cumpridas. Sabemos que umas pegam mais rapidamente que outras, mas existem e devem ser usadas'''', disse o relator do Estatuto do Torcedor e líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado, do PT-MG. ''''Fez o que não devia no clube, tem de responder agora.''''Dualib está afastado da presidência do Corinthians, com risco de impeachment. Pediu 60 dias para preparar sua defesa das acusações do Ministério Público de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Sua situação se agravou depois de o Conselho Deliberativo do clube ter votado pelo seu afastamento em definitivo.


OS BENS DO PRESIDENTE


Apartamento na Vila Madalena, no valor de R$ 89.000,00

Unidade Autônoma na Consolação, no valor de R$ 79.500,00

4 apartamentos no Guarujá, no valor de R$ 930.000,00

9 terrenos em Itapecerica da Serra. Total R$ 6.850.000,00

Casa e terreno no Alto de Pinheiros: R$ 700.000,00 (casa em que Alberto Dualib mora)

2 terrenos em Mogi das Cruzes, no valor de R$ 385.000,00.

2 terrenos no Alto de Pinheiros no valor de R$ 880.000,00.

Terreno no Tatuapé, no valor de R$ 800.000,00.

Terreno em Cumbica, em Guarulhos. Valor: R$ 400.000,00.

Prédio na zona industrial de Cumbica, em São Paulo, no valor de R$ 800.000,00

Terreno no Guarujá, no valor de R$ 30.000,00.

Terreno em Suzano no valor de R$ 1.600.000,00.

Prédio e terreno no Tatuapé, no valor de R$ 70.000,00.

Parte de um terreno no Distrito de Taiaçupeba, no valor de R$ 55.000,00.

Direito de compromissário comprador de imóvel no Tatuapé: R$ 70.000,00.

Prédio em Manaus, no valor de R$ 100.000,00.

Escritório no Ibirapuera, no valor de R$ 69.000,00.

Terreno em Mairiporã, no valor de R$ 18.000,00.

Vários prédios na Vila Formosa: R$ 85.000,00.

Casa e terreno na Vila Mariana: R$ 230.000,00.


O mais interessante, é que esse senhor já teve duas falências decretadas. De onde será que saiu todo esse patrimônio hein?? Isso é nojento!!

domingo, agosto 05, 2007

Dualib é alvo de novas investigações


Alberto Dualib e Nesi Curi enfrentarão novas investigações da polícia. Agora por causa de denúncia de formação de quadrilha e estelionato feita pelo Ministério Público de São Paulo e também por suspeita de sonegação fiscal. Trata-se de desvio de dinheiro do clube e não tem nada a ver com a MSI.

O inquérito será aberto por decisão do juiz Marcelo Semer, da 15ª Vara Criminal. Ele examinou a denúncia, questionou o poder de investigação do Ministério Público e encaminhou o caso à polícia.
A investigação do Gaeco, órgão do Ministério Público de combate ao crime organizado, concluiu que o presidente e seu vice, além de outras pessoas, usaram o clube para obter vantagens financeiras.
O Gaeco também achou indícios de sonegação fiscal de Dualib e Curi. O órgão obteve na Justiça autorização de quebra do sigilo fiscal dos cartolas. Viu que a movimentação financeira deles foi maior do que o dito nas declarações de Imposto de Renda e o que informaram à Receita e à Justiça federais.

Fonte: Folha de SP

Mereciam cadeia, mas são velhinhos...................

domingo, julho 29, 2007

Exército do Irã assusta Bush

EUA venderão armas a países árabes pró-Ocidente para tentar conter avanço iraniano na região

O poder militar do Irã assustou os EUA. Para fazer frente ao crescimento bélico do regime xiita iraniano, o governo do presidente George Bush está disposto a entregar grandes cargas de armamento de última tecnologia aos aliados americanos no Oriente Médio, entre eles, a Arábia Saudita.
A informação foi publicada ontem nos jornais The New York Times e Washington Post. Citando “funcionários de alto nível”, os jornais afirmaram que o governo vai propor nessa semana ao Congresso a venda de armas à Arábia Saudita e mais cinco países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, no valor de US$ 20 bilhões.
Ao mesmo tempo, segundo o Washington Post, a ajuda militar a Israel e Egito também aumentará nos próximos dez anos, chegando a US$ 30,4 bilhões para Israel e outros US$ 13 bilhões para o Egito. O New York Times acrescentou que o valor da ajuda militar proposta para Israel supera em US$ 9,1 bilhões, ou 43% o da última década.
Ao jornal nova-iorquino, um “alto funcionário” explicou que era preciso substituir o material bélico gasto no conflito contra o Hezbollah, há um ano, no sul do Líbano. Além disso, Israel precisa manter a vantagem em armamento avançado sobre seus vizinhos.
As fontes dos dois jornais afirmaram que o propósito geral da iniciativa é um só: aumentar a resistência da região ao poder e à influência cada vez maiores do Irã no Oriente Médio. Os funcionários consultados pelo Post disseram que 'o fim comum dos acordos de ajuda militar e das vendas de armas é reforçar os países pró-ocidentais contra o Irã, num momento em que o regime de linha dura iraniano procura estender seu poder'.
Para evitar o início de uma corrida armamentista no Oriente Médio, funcionários dos departamentos de Estado e de Defesa insistiram, em declarações ao Times, que “o acordo sobre armas em grande medida é uma resposta à melhora na capacidade militar do Irã e ao seu programa nuclear”.
As propostas serão anunciadas na segunda-feira, segundo o Washington Post. No mesmo dia, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o secretário de Defesa, Robert Gates, iniciarão uma visita de três dias à região.Além da Arábia Saudita, as ofertas de armas poderão beneficiar Barein, Kuwait, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os EUA vão oferecer principalmente sistemas de defesa aérea e antimísseis, e equipamentos mais avançados para as Marinhas e Forças Aéreas, segundo o New York Times.
O jornal informou ainda que Israel pediu aos Estados Unidos que não vendam à Arábia Saudita bombas guiadas por satélite. Estas poderiam ser lançadas contra o território israelense, maior aliado americano na região. Em resposta, Washington prometeu impor a Riad restrições sobre o posicionamento das armas guiadas por satélite.
A iniciativa, segundo os analistas dos dois jornais, será polêmica. A previsão é de resistências no Congresso. O argumento da Casa Branca será o de que muitos países árabes já estão negociando com outros possíveis fornecedores.

fonte: Estadão